Com a chegada do outono, algumas pessoas com asma alérgica podem notar um agravamento dos sintomas.
Neste artigo, explicamos quais são os sintomas mais comuns desta doença, que fatores podem desencadear uma crise e que medidas ajudam a mantê-la controlada no dia a dia.
Asma alérgica ou bronquite?
É frequente existir alguma confusão entre asma e bronquite, uma vez que ambas podem afetar as vias respiratórias e provocar tosse, pieira ou dificuldade em respirar. No entanto, são condições distintas.
A bronquite aguda é uma inflamação temporária dos brônquios, frequentemente associada a uma infeção viral. Pode causar tosse, expetoração e, por vezes, pieira, sendo habitual que os sintomas melhorem ao longo de dias ou semanas.
A asma é uma doença crónica caracterizada por inflamação e estreitamento variável das vias respiratórias. Os sintomas podem surgir de forma recorrente ou variar ao longo do tempo. A asma alérgica é uma forma de asma associada à sensibilização a determinados alergénios, como ácaros, bolores, pólenes ou alergénios de animais.
Os principais gatilhos da asma alérgica no outono
O outono pode coincidir com um agravamento dos sintomas em algumas pessoas. Quando as casas permanecem mais fechadas, com menor ventilação ou maior humidade, pode aumentar a exposição a alguns alergénios.
Entre os principais desencadeantes encontram-se:
- Ácaros, presentes sobretudo em colchões, almofadas, tapetes e outros têxteis.
- Fungos e bolores, que se desenvolvem em ambientes húmidos e pouco ventilados.
- Ar frio e descidas bruscas de temperatura.
- Fumo de tabaco e poluição ambiental.
- Infeções respiratórias víricas, como a gripe ou a constipação.
- Pólenes e alergénios de animais, em pessoas sensibilizadas.
Nem todas as pessoas reagem da mesma forma aos mesmos gatilhos, pelo que identificar os fatores que desencadeiam as crises é um passo importante para controlar a doença.
Sintomas de asma alérgica
Entre os sintomas mais comuns da asma estão:
- Tosse persistente, muitas vezes mais intensa durante a noite;
- Pieira ou som sibilante ao respirar;
- Sensação de aperto ou opressão no peito;
- Falta de ar, sobretudo após esforço físico ou exposição a alergénios.
Estes sintomas também podem estar associados a outras condições e, por isso, não permitem, por si só, confirmar um diagnóstico de asma.
Perante sintomas persistentes ou recorrentes, é importante procurar avaliação médica. Se surgir falta de ar intensa, dificuldade em falar frases completas, lábios azulados, confusão ou ausência de melhoria após a utilização da medicação de alívio prescrita, deve procurar assistência médica com urgência.
Como reduzir a exposição em casa
Algumas medidas podem contribuir para reduzir a exposição a fatores desencadeantes da asma alérgica, sobretudo dentro de casa:
- Arejar a habitação sempre que as condições exteriores o permitam;
- Controlar infiltrações, condensação e outras fontes de humidade;
- Utilizar ventilação adequada na cozinha e na casa de banho;
- Remover bolores de forma segura e corrigir a origem da humidade;
- Evitar o fumo de tabaco dentro de casa;
- Reduzir a acumulação de pó, principalmente no quarto;
- Lavar regularmente a roupa de cama, respeitando as indicações das etiquetas.
Estas medidas podem ajudar a reduzir a exposição a alguns alergénios, mas não substituem a medicação prescrita nem o acompanhamento médico.
Dispositivos inaladores: Aliados no controlo da doença
O tratamento da asma é individualizado e pode incluir diferentes medicamentos e dispositivos inaladores. Entre os dispositivos mais comuns encontram-se os inaladores pressurizados doseáveis e os inaladores de pó seco.
Em alguns casos, pode ser recomendada a utilização de uma câmara expansora em conjunto com determinados inaladores. A escolha do dispositivo deve ser orientada pelo médico responsável pelo acompanhamento da doença, tendo em conta a idade e as necessidades de cada pessoa.
A técnica inalatória correta é essencial para que a medicação seja administrada de forma adequada. Um erro na preparação ou na utilização do inalador pode reduzir a quantidade de medicamento que chega às vias respiratórias. Por isso, é importante rever periodicamente a técnica com um profissional de saúde, sobretudo quando existe mudança de dispositivo ou dúvidas sobre a sua utilização.
A medicação não deve ser interrompida ou alterada por iniciativa própria, mesmo quando os sintomas estão controlados. Se existir necessidade de utilizar a medicação de alívio com maior frequência do que a recomendada, deve procurar aconselhamento médico.
O papel da farmácia no acompanhamento da asma alérgica
Na Farmácia Nova da Maia, procuramos ser um apoio próximo de quem vive com asma alérgica ou com outras doenças respiratórias crónicas. Sempre que sentir necessidade, pode pedir aconselhamento à nossa equipa.
Para mais conteúdos sobre saúde e bem-estar, pode explorar o nosso blog.
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